segunda-feira, 25 de agosto de 2008

É Proibido Pensar - João Alexandre ( by Windpill)

Ouça e assista essa musica do grande musico Joao Alexandre e pare para pensar!!
abraços

pr Cristiano

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Fórum Presidencial com Propositos

Fórum Presidencial com Propósitos


video

Os virtuais candidatos democrata e republicano à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, tentaram conquistar o voto dos evangélicos ao participar de um fórum religioso transmitido em televisão nacional.
O debate, mediado pelo pastor evangélico Rick Warren, marcou a primeira aparição pública conjunta dos principais rivais na corrida pela Casa Branca desde o início da campanha eleitoral.

Consultoria Eclesiástica Pr Ed Rene Kivitz

 

Resolvi entrar no mercado de consultoria eclesiástica. Após mais de 20 anos de contatos com modelos metodológicos que visam otimizar os resultados das igrejas acredito que já consegui alinhavar algumas idéias suficientemente testadas e aprovadas. Ofereço, portanto, e de graça, conselhos para líderes que desejam fazer sua igreja crescer.

Antes, recomendações bibliográficas. Leia Guy Debord para adquirir noções a respeito da sociedade espetáculo, onde até mesmo a fé é show. Leia também Pierre Bourdier para se familiarizar com a realidade dons bens simbólicos no mercado, inclusive religioso. Finalmente, leia Maquiavél, e medite sobre o postulado da primazia dos fins sobre os meios.

Eis os conselhos.

– Pratique o ilícito, afinal você não vai conseguir chegar muito longe sem umas boas maracutaias. Faça com que as pessoas trabalhem para você e depois mande que busquem seus direitos na justiça, encontre fiadores para seus negócios e não tenha escrúpulos em deixar que eles se virem para pagar a conta, em caso extremo, dê calote sem dó nem piedade, e, principalmente, use e abuse dos ambiciosos e vaidosos que darão até as calças para serem identificados como as pessoas de sua confiança – pegue as calças deles. Não se importe com títulos protestados, aliás, encontre número suficiente de laranjas e crie empresas fantasmas para fazer escoar todas as demandas judiciais contra você. Externalize, companheiro, o máximo possível.

– Invista na comunicação de massa: rádio, tv e shows, muitos shows, mega shows. O mundo gospel está cheio de artistas talentosíssimos, bem intencionados e precisando ganhar o pão de cada dia. Prometa o pão. Grave os caras, promova a banda deles, mas retenha todos os direitos em sua propriedade e faça amarrações contratuais de tal maneira que eles sejam obrigados a comer na sua mão.

– Não tenha vergonha de pedir dinheiro. Faça com que todos acreditem que doar para sua igreja é a mesma coisa que doar para Deus. Crie alguns projetos de fachada e divulgue os resultados como pretexto para pedir mais dinheiro. Desvie todos os recursos doados para (1) empresas comerciais e (2) patrimônio pessoal. Preserve seu patrimônio colocando tudo em nome de laranjas ou em contas no exterior. Institua uma fundação que possa funcionar como plataforma de lavagem de dinheiro e use também as igrejas (multiplicadas em sistema de franquia) como forma de burlar o fisco.

– Assuma uma postura de liderança espiritual como celebridade. Ande rodeado de asseclas, serviçais e guarda-costas. Faça muito barulho ao chegar e ao sair. Não permita que sua presença passe despercebida. Ostente todos os sinais exteriores possíveis de riqueza: roupas, jóias, cabelos, canetas, relógios, carros, e, se possível dê um jeito de aparecer na revista Caras. Faça com que o povo veja como você é próspero e repita à exaustão que tudo o que você possui é uma evidência da benção de Deus sobre a sua vida. Faça com que todos acreditem que poderão chegar onde você está. Ou melhor, faça com que tenham inveja de você e se disponham a fazer qualquer coisa para chegar aonde você chegou, ou, na pior das hipóteses, ficar perto de você.

– Satanize todos os seus críticos e opositores. Transforme todos eles em inimigos de Deus. Pouca coisa une mais um povo do que um inimigo comum: encontre um, a Globo, por exemplo. Construa um discurso persecutório, repita sem parar que você é vítima de perseguição religiosa, que estão sendo injustos contra você e que na verdade perseguir você é apenas uma artimanha do diabo para levantar oposição a Deus e ao evangelho. Crie símbolos de amarração simbólica e crie um espírito de corpo do tipo "nós contra o mundo e todo mundo é contra nós". Lance campanhas de compromissos até a morte, crie slogans com palavras de ordem, uniformize seu exército – faça todos os líderes usarem a mesma camiseta e venda camisetas iguais para o povo.

– Cale a voz da sua consciência. Deus costuma falar através dela. Afaste-se de todas as pessoas sérias que aparecerem no seu caminho. Afaste-as de você. Invente calúnias contra elas. Deixe-as fragilizadas, com uma mão na frente e outra atrás, e assim não terão forças emocionais para enfrentar você e lutar pelo que é justo, pois estarão ocupadas tentando se reerguer. Não olhe nos olhos do povo simples que segue você, não se deixe mover por compaixão, abafe todos os impulsos de bondade e honestidade. Quando sentir vergonha de ser quem você é, fique quietinho, esperando a vergonha passar. Em último caso, tente se convencer de que as pessoas sinceras e realmente tocadas por Deus no meio dessa confusão toda que você criou ao seu redor serão cuidadas pelo próprio Deus. Chore de noite, escondido ou escondida. Com o tempo sua consciência se cauteriza e a coisa flui que é uma beleza.

– Creia que é possível nascer de novo. Ou, se for o caso, creia que é possível voltar ao primeiro amor.

Não tenho dúvidas que sua igreja vai crescer. A história demonstra que não apenas igrejas evangélicas, mas também movimentos políticos e econômicos, bem como seitas de toda sorte usam regras semelhantes e prosperam. Caso você volte ao primeiro amor, não se envergonhe do evangelho de Jesus Cristo. Levante as mãos para o céu e agradeça. Deus vai lhe dar forças para você conviver com sua memória e reescrever sua história.

publicado por Ed René Kivitz
http://outraespiritualidade.blogspot.com

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

"O Porque do uso do Power Points nas Pregações e Mensagens"

"O Porque do uso do Power Points nas Pregações e Mensagens"

A uns dez a quinze anos atrás (minha adolescência e juventude) a grande novidade da epoca era a bateria as palmas e o retroprojetor.
Houve muita discussão tola e vazia quantos irmãos brigaram e se ofenderam por causa disso. alguns até esbravejavam "tudo isso é do diabo".

Infelizmente a historia sempre se repete e hoje é com respeito ao projetor multi mídia ou data shown.
Abaixo então vao algumas justificativas para a comunicação não apenas auditiva mas também visual.

em Cristo

Pr Cristiano Scuciatto

I- A importância dos 5 sentidos.
Quando mais sentidos são usados no processo de comunicação, mais a mensagem é compreendida.
O papel dos 5 Sentidos no aprendizado:
Paladar 1%
Tato 1,5%
Olfato 3,5%
Audição 11%
Visão 83% Áudio-Visual juntos = 94% (fonte: Munzert)
Frases:
Uma figura vale mais do que mil palavras”
Falar não é necessariamente Ensinar; e Ouvir não é necessariamente Aprender.”
OUVIR algo 100x não é tão eficiente quanto VER algo 1x”
Martinho Lutero – “O povo comum é mais facilmente cativado por analogias e exemplos, do que por disputas difíceis e sutis. Eles prefeririam ver um quadro bem pintado do que ler um livro bem escrito.” (Wiersbe, p. 158)
As pessoas vão à igreja para ver visões, não para ouvir razões.” Halford Luccock (Wiersbe, p. 87)
O papel dos 5 Sentidos na memória:
Lembrança após 3 horas após 3 dias
Áudio 70% 10%
Visual 72% 20%
Áudio-Visual 85% 65% (fonte: Munzert)
Eu OUÇO e então ESQUEÇO; Eu VEJO e então RECORDO; Eu FAÇO e então ENTENDO.”
Conceito Progressivo dos Sentidos
Quanto mais eu OUÇO, mais eu quero VER;
Quanto mais eu VEJO, mais eu quero TOCAR;
Quanto mais eu TOCO, mais eu quero CHEIRAR;
Quanto mais eu CHEIRO, mais eu quero PROVAR;
Quanto mais eu PROVO, mais eu quero!” (Mário K. Simões)
II- A base Bíblica para usar os 5 sentidos. “A Bíblia faz sentido!”
Deus tem os 5 sentidos.
Deus FALA: (Êxo. 3:7) “Disse ainda o SENHOR
Deus VÊ: (Êxo. 3:7) “Vi a aflição do meu povo
Deus OUVE: (Êxo. 3:7) “Ouvi o seu clamor
Deus SENTE: (Êxo. 3:7) “Conheço-lhe o sofrimento
Deus TOCA: (Jer. 1:9) “Estendeu o SENHOR a mão, tocou-me na boca
Deus CHEIRA: (Gên. 8:21) “o SENHOR cheirou o suave cheiro e disse
Deus PROVA: (Heb. 2:9) “para que, (Jesus) provasse a morte por todo homem.
Deus fez os sentidos das pessoas e Deus quer fazer sentido às pessoas!
Deus quer que a humanidade use seus sentidos para descobrir e conhecer a Deus.
OUVIR a Deus: (Isa. 34:1) “Chegai-vos, nações, para ouvir, e vós, povos, escutai; ouça a terra”
VER a Deus: (Sal. 66:5) “Vinde e vede as obras de Deus”
TOCAR a Deus: (1 João 1:1) “o que vimos... e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida”
CHEIRAR a Deus: (2 Cor. 2:14) “por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.”
PROVAR a Deus: (Ps. 34:8) “Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom”
Hebreus 5:14 “Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.”

ORIGENS HISTÓRICAS E CULTURAIS DA FESTA JUNINA

 

Wander de Lara Proença


No início do terceiro século da era cristã, já havia sido elaborado um calendário eclesiástico, em cujas datas fixas os cristãos deveriam celebrar acontecimentos memoráveis, como a Páscoa, por exemplo. Aos poucos também foram inseridos neste calendário o dia da morte de cristãos que haviam sido martirizados durante as perseguições impostas pelo Império Romano. Além da visitação aos locais em que estavam sepultados estes “heróis da fé e orações feitas em sua memória, as relíquias (objetos pessoais) deixados por estes, já começavam a ser objeto de veneração.


As homenagens a São João e a São Pedro começaram a ser feitas neste período. São João (João Batista) era primo de Jesus, e, segundo a tradição, nascido a 24 de junho, e morto por decapitação no dia 29 de agosto do ano 31, na Palestina, a mando de Herodes. Pedro, segundo a tradição, depois de exercer importante liderança como apóstolo na igreja de Jerusalém, transferiu-se para a cidade de Roma, capital do Império. No ano 67, durante perseguição imposta por Nero, acabou sendo preso e condenado a morrer crucificado. Relatos do segundo século afirmam que o apóstolo, antes de sua execução, Disse que não era digno de morrer como morrera Jesus, o seu Senhor, e pediu para que fosse crucificado de cabeça para baixo, e assim ocorreu.


1.SIGNIFICADOS DOS SÍMBOLOS PRESENTES NA FESTA JUNINA

O uso de comidas, bebidas e danças, presentes hoje nas festas juninas, deve sua origem ao sincretismo feito entre o culto cristão e o culto a Dionísio (deus grego da alegria e do vinho, e também das colheitas, chamado Baco entre os romanos.) Nos cultos populares que os gregos e os romanos ofereciam a Dionísio, se verificavam farta alimentação e bebidas, música, danças, com uma forte tendência à sensualidade, o que era geralmente feito à noite. Ocorriam também adivinhações para o casamento, prognóstico para o futuro e banhos coletivos pela madrugada.


Quando o cristianismo se tornou religião oficial do Império Romano no 4º século, multidões aderiram à fé cristã sem uma genuína conversão. Desta forma, os antigos deuses serão substituídos por santos; (apóstolos e mártires) cristãos, tornando-se, assim, os santos padroeiros das cidades greco-romanas, o que também ocorre até hoje em nosso país. O uso de fogueiras em homenagem a estes santos vai aparecer no período medieval, quando na Europa se desenvolve o feudalismo, sistema esse em que a sociedade concentra-se basicamente na zona rural, vivendo da agricultura. Nos meses de junho e julho, com a proximidade das colheitas, acendiam-se fogueiras para afastar os demônios da esterilidade e repelir as pestes dos cereais. Neste período, os camponeses realizavam danças ao redor do fogo, e saltos sobre as chamas para afugentar os demônios da fome, do frio e da miséria.

O ritual de pisar sobre as brasas com os pés descalços, também já era praticado no 1º século da era cristã pelos fiéis da deusa Diana, em Éfeso.


2.O DESENVOLVIMENTO DA FESTA JUNINA NA CULTURA BRASILEIRA

No Brasil, as festas de São João e São Pedro foram trazidas pelos portugueses durante o período da colonização. Na Península Ibérica (Espanha e Portugal) o culto a São João é um dos mais antigos e populares. Ali, durante a Idade Média, as expressões de fé e crenças populares existentes em relação aos antigos deuses, foram transferidas e adaptadas aos santos católicos. Em nosso país, os missionários católicos, no período colonial, usavam as festas

juninas para a conversão dos índios à sua fé. Os indígenas se identificavam bastante com rituais e cerimônias que utilizassem fogo e danças. Em 1583, o missionário jesuíta Fernão Cardin, indicando as três festas religiosas celebradas pelos indígenas com maior alegria, escreveu: A primeira é as fogueiras de São João, porque suas aldeias ardem em fogos, e para saltarem as fogueiras não os estorva a roupa. Também o franciscano Frei Vicente do Salvador, um dos cronistas do Brasil, informava que os indígenas; só acodem todos com muita vontade, nas festas em que há fogueira, como no dia de São

João Batista. O ritual com danças também representava forte apelo sensual aos escravos de cultura africana, presentes em nosso país. No Brasil, estas festividades se desenvolveram bastante entre as populações agrícolas, estabelecendo um sincretismo entre a tradição cristã, crenças e costumes indígenas, e cultos afro. Além da travessia sobre o braseiro, estas datas são acercadas de magias e superstições. O conhecido escritor brasileiro, Gilberto Freire, em seu livro Casa Grande e Senzala, em que analisa o Brasil colonial,

afirma que:


As festas que fazem na noite ou na madrugada de São João, festejadas a foguetes, visam no Brasil, como em Portugal, a união dos sexos, o casamento, o amor que se deseja e não encontrou ainda (...) Santo Antônio, por exemplo, é um dos santos que mais encontramos associados às práticas de feitiçaria afrodisíaca no Brasil. É a imagem desse santo que freqüentemente se pendura de cabeça para baixo dentro da cacimba ou do poço para que atenda as promessas o mais breve possível.

No interior do país, especialmente no Norte e Nordeste, a fogueira de São João é de iniciativa familiar e posta diante de cada residência. Durante a noite de 23, rapazes e moças se fazem compadres e comadres. Até por volta de 1912, nas regiões mais interioranas, casamentos eram realizados de verdade ao redor da fogueira, em presença dos pais, dos noivos, padrinhos, pessoas da família e convidados. Devido ao número insuficiente de sacerdotes para atender as zonas rurais, estas cerimônias eram válidas até que o missionário passasse por aqueles lugares e, oficialmente, abençoasse a união. Daí, até hoje, o costume de se realizar o casamento caipira, como parte das festividades.

Desenvolveu-se também a crença de que São João permanece dormindo durante o dia do seu aniversário, por isso acendem fogueira durante a noite, soltam fogos ou disparam armas de fogo para que o santo seja despertado e, vendo o clarão feito em sua honra, desça do céu a fim de festejar juntamente com os seus devotos.


São Pedro é festejado semelhantemente a São João, embora em menor escala. Criou-se a tradição, no interior do Brasil, de que todo homem que tinha a palavra; Pedro, ligada a seu nome, possuía a obrigação de acender uma grande fogueira diante de sua porta e soltar fogos ou disparar armas de fogo. Este voto já era feito pelos pais quando o filho recebia o nome de batismo.


3.O CARÁTER FOLCLÓRICO DA FESTA JUNINA ATUAL

Especialmente a partir da década de 1970, em que o Brasil experimentou um grande processo de êxodo rural e conseqüente urbanização, os costumes tipicamente do campo foram transportados para a cidade. Desta forma, gradativamente, as festas juninas foram perdendo o seu sentido mais propriamente religioso e místico, assumindo um caráter folclórico e cultural. Daí, não somente escolas, por exemplo, mas também igrejas de tradição evangélica realizarem festividades nesta época do ano, procurando evitar a

participação nas festas de conotação mística e religiosa, que aqui foram anteriormente apresentadas. Estes cristãos preferem realizar os seus próprios; eventos juninos atribuindo aos mesmos um sentido de divertimento e lembranças de um passado rural, com o qual geralmente possuem fortes laços de memória, de afeição e de saudosismo.




Pr Wander de Lara Proença

www.ftsa.edu.br


A FORMAÇÃO INTEGRAL DO PROFESSOR DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL NO NOVO MILÊNIO

 



INTRODUÇÃO


A Bíblia é a Palavra de Deus enviada aos homens. Nela, encontramos a Didática divina, desde o Velho Testamento até o Novo Testamento. Com Jesus Cristo, encontramos a perfeição do ensino , em seus discursos, nas parábolas, nas interrogações, nos diálogos e na prática de sua doutrina.

O professor da EBD, além de ser uma pessoa dedicada ao ensino, precisa ter uma formação mais ampla, para que possa atender às demandas, na igreja local, por parte de um alunado cada vez mais exigente, em termos de conhecimento e cultura, sem perder a visão de que é um servo de Deus, que necessita dramaticamente da graça de Deus e da unção do Espírito Santo, para cumprir bem sua tarefa, no novo milênio. Neste trabalho, esperamos contribuir para o entendimento desse tão importante tema para o papel do professor da EBD.


I - O PREPARO BÍBLICO-ESPIRITUAL (1 Tm 2.15)


1. APRESENTADO-SE A DEUS . “Procura apresentar-te a Deus...” (v.2). Tudo o que fazemos deve ser como para Deus e não aos homens (Cl 3.23).


2. “COMO OBREIRO APROVADO, QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR” O professor da EBD é um obreiro a serviço do ensino na Casa do Senhor. Precisa ser aprovado:


1) No testemunho pessoal (1 Tm 4.16; 2 Tm 4.5)

2) Na vida familiar (Sl 128.1)

3) Na vida social (Mt 5.16)

4) Na igreja (Ec 5.1,2)


Tiago adverte que muitos não queiram ser mestres (professores), visto que “receberemos mais duro juízo” (Tg 3.1).


3. “QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE”.


Este é um ponto fundamental. Um obreiro que evangeliza, como Timóteo, precisa saber manejar a Palavra. Um obreiro que ensina precisa mais ainda desse manejo. Quem ensina é professor, é mestre. “Deus deu uns para apóstolos....e outros para pastores e doutores” (Ef 4.11). Para ter esse manejo, é preciso que o professor tenha certos cuidados:


1) Seja um leitor persistente e estudioso da Bíblia (1 Tm 4.13)

2) Seja dedicado ao ensino (Rm 12.7b).

3) Seja um leitor de bons livros de estudo bíblico (2 Tm 4.13).

4) Procure conhecer versões variadas da Bíblia, principalmente as de estudo bíblico (Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD); Thompson (Ed. VIDA).

5) Utilize dicionários, concordâncias e enciclopédias bíblicas.

6) Seja um leitor de revistas, jornais, e periódicos (evangélicos e seculares).


II - O PREPARO TEOLÓGICO.


Embora não seja indispensável, seria interessante que o professor da EBD, tendo condições, fizesse um Curso Teológico. Nele, não se faz um excelente professor da EBD pois este é feito por Deus. Contudo, o curso dá uma visão ampla do estudo sistemático da Palavra de Deus, a partir da Teologia Sistemática e suas divisões; da Hermenêutica, da Homilética, da História da Igreja, da Geografia Bíblica, Ética Pastoral, Didática, Psicologia, etc...

A Bíblia diz: “Examinai tudo. Retende o bem...” (1 Ts 5. 21). Os que criticam o estudo da Teologia, hoje, certamente o fazem, motivados por um falso complexo de superioridade, ou por ignorância quanto à sua utilidade para o ministério do ensino na casa do Senhor.


III - O PREPARO DIDÁTICO DO PROFESSOR DA EBD


1. CONCEITOS


1.1. DIDÁTICA. "A técnica de dirigir e orientar a aprendizagem; técnica de ensino"; "O estudo desta técnica". (Dic. Aurélio). "É a ciência, a arte e a técnica de ensinar". Como ciência, baseia-se em princípios científicos, chamados de "leis do ensino"; como arte, envolve a prática e a habilidade em comunicar conhecimentos; como técnica, utiliza métodos e recursos que facilitam o processo ensino-aprendizagem.


1.2. ENSINAR. Segundo GRIGGS (P. 16), "Ensinar não é somente uma ciência, mas, também, uma arte. O professor é mais um artista do que um cientista".


1.3. EDUCAÇÃO. "Podemos dizer que a educação é um processo contínuo de desenvolvimento e aperfeiçoamento da vida".(EETAD, p. ); GREGORY (p. 11,12) vê dois conceitos de educação: "Primeiro, o desenvolvimento das capacidades; segundo, a aquisição de experiência". "É a arte de exercitar e a arte de ensinar". Com isso, o resultado esperado é "uma personalidade bem desenvolvida física, intelectual e moralmente, com recursos tais que tornem a vida útil e feliz, e habilitem o indivíduo a continuar aprendendo através de todas as atividades da vida".


1.4. EDUCAÇÃO CRISTÃ. É o processo de ensino-aprendizagem proporcionado por Deus, através de sua Palavra, pelo Poder do Espírito Santo, transmitindo valores e princípios divinos. É diferente da educação secular, que só transmite instruções e conhecimentos, deixando de lado os valores éticos, morais e espirituais. Por isso, a base da Educação Cristã é a Bíblia Sagrada. O professor da EBD tem grande responsabilidade, na sua tarefa, de contribuir para a educação de tantas vidas que se colocam, na classe, para ouvi-lo.


1.5. EDUCAÇÃO RELIGIOSA. "...é um programa de ensino bíblico, cuja finalidade visa à integração da pessoa na igreja, seu desenvolvimento espiritual e maturidade cristã" (Diretrizes da Ed. Religiosa nas Assembléias . de Deus, p. 1). A educação religiosa é desenvolvida:


1) NA IGREJA (No ministério pastoral)

2) NA ESCOLA DOMINICAL

3) NO LAR (Culto Doméstico, atitudes, exemplo dos pais, etc.)


1.6. PEDAGOGIA. "Teoria e ciência da educação e do ensino; conjunto de doutrinas, princípios e métodos de educação e instrução que tendem a um objetivo prático" (Dic.). "...é a arte e ciência de ensinar e educar " (GILBERTO, p. 152). Enquanto a Didática (prática) se volta para o ensino propriamente dito, a pedagogia volta-se para a Educação (Ciência, doutrina).


Pode-se dizer que o ESTUDO DA DIDÁTICA envolve todo o processo do ensino-aprendizagem. Nele, estudam-se o Planejamento do Ensino, a definição de objetivos, métodos e técnicas, meios auxiliares de ensino, avaliação, etc...


  1. O PAPEL DO PROFESSOR NAS IGREJA


Sendo a Didática a arte e a técnica de transmitir o ensino ou os conhecimentos, o professor tem papel fundamental, no sentido de "estimular, dirigir e auxiliar a aprendizagem..."(CGADB, P. 11). O Professor cristão deve ser um instrumento nas mãos do Espírito Santo, para transmitir a Palavra de Deus. Jesus disse: "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 19.28).

Segundo GRIGGS (p. 18-20), o professor cristão deve ser amigo, procurando relacionar-se bem com os alunos; deve ser intérprete, traduzindo para os alunos aquilo que lhes é ensinado; planejador, procurando adaptar as lições, os currículos às necessidades dos alunos; aprendiz, estando disposto a colocar-se no lugar dos que querem sempre aprender mais para ensinar melhor.

Além disso, o professor cristão deve ser um EXEMPLO para seus alunos. "Assim falai, assim procedei..." (Tg 2.12). Na escola secular, o professor pode ser um mero transmissor de conhecimentos. Na Igreja, é diferente. O professor tem que ser didático e exemplar.


3. ATITUDES DO PROFESSOR DA EBD


O professor, na igreja, precisa ser "...APTO PARA ENSINAR" (2 Tm 2.24), precisa ser uma pessoa DEDICADA AO ENSINO (Rm 12.7) e, como OBREIRO, precisa apresentar-se "...a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade" (2 Tm 2.15).


  1. Orientador das mentes e vidas dos alunos;

  2. Entusiasmado, sincero, humano e otimista;

  3. Atualizado, não só em termos do que ensina, mas de outras áreas;

  4. Não fugir do assunto da lição, contando "testemunhos" e estórias para passar o tempo;

  5. Enriquecer a lição com fatos novos;

  6. Não ler simplesmente a lição diante da classe; seguir o roteiro, comentando e dando oportunidade aos alunos para se expressarem;

  7. Não confiar no improviso; deve ler e PREPARAR a lição com antecedência, conferindo com a Bíblia.

  8. Pontual e assíduo, para não decepcionar os alunos;

  9. Ao final de cada aula, sempre fazer a avaliação (perguntas, testes, etc..)


4. COMO O PROFESSOR DEVE VER O ALUNO


Nas igrejas, é comum o ensino tradicional em que o ALUNO NÃO É O CENTRO do ensino. É por isso que muitos alunos iniciam o ano na Escola Dominical, mas, 3 meses depois, não vão mais à EBD.


É importante que o professor entenda que é um instrumento de Deus a serviço da formação espiritual dos alunos. Estes devem ser o alvo do ensino, e não o professor.


IV - O EXEMPLO DE JESUS COMO PROFESSOR


O Mestre Divino deixou-nos os seguintes exemplos (Manual da EBD, p 165-6):


1) Conhecia a matéria que ensinava (Lc 24.27);

2) Conhecia seus alunos (Mt 13; Lc 15.8-10; Jo 21);

3) Reconhecia o que havia de bom em seus alunos (Jo 1.47);

4) Ensinava verdades bíblicas de modo simples e claro (Lc 5.17-26; Jo 14.6);

5) Variava o método de ensino conforme a ocasião e o tipo de ouvintes, como se pode ver a seguir:


  1. Lições práticas (Jo 4.1-42) - falou da água para atrair a mulher samaritana;

  2. Pontos de contato (Jo 1.35-51): o relacionamento entre André, João, Pedro, Filipe e Natanael;

  3. Solução de problemas (Mt 22.15-21). Pediu uma moeda e questionou os deveres para com Deus e as autoridades.

  4. Técnica de perguntas. Jesus fez mais de cem perguntas para levar as pessoas a entender sua mensagem.

  5. Parábolas. O Mestre utilizou grandemente o recurso das parábolas para evidenciar as verdades eternas.

  6. Oportunidades (Mt 26.17-30; Jo 13.1-20). Ele aproveitou a ocasião da Páscoa, e lavou os pés dos discípulos para ensinar sobre sua morte e sobre a humildade do servo.

  7. Trabalho em grupo (Mt 5 a 7; Jo 14 a 17). Tanto pregava a grandes grupos (as multidões) como a pequenos grupos (os discípulos); na casa de Lázaro, Marta e Maria, etc.


Ele levava o discípulo a aprender a resolver problemas. Na multiplicação dos pães, Ele disse: "Dai-lhes vós de comer..." (Lc 9.13a). Ele não trabalhava só. Valorizava o GRUPO. Formou um grupo de 12 discípulos para fazer o trabalho com Ele. Incentivava os discípulos a praticar o aprendizado. Enviou 12, de dois em dois; depois, enviou 70, de dois em dois.


V - OS OBJETIVOS DO ENSINO NA IGREJA


De acordo com GILBERTO (P. 153-4), os objetivos do ensino bíblico são:


1) O aluno e suas relações com Deus (Is 64.8);

2) O aluno e suas relações com o Salvador Jesus (Jo 14.6);

3) O aluno e suas relações com o Espírito Santo (Ef 5.18);

4) O aluno e suas relações com a Bíblia (Sl 119.105);

5) O aluno e suas relações com a Igreja (At 2.44; Ef 4.16);

6) O aluno e suas relações consigo mesmo (Fp 1.21; 3.13,14);

7) O aluno e suas relações com os demais alunos e com as demais pessoas (Mc 12.31).


VI - A DIDÁTICA, OS MÉTODOS E AS TÉCNICAS DE ENSINO NA IGREJA


1. MÉTODOS DE ENSINO


A palavra método vem do grego, méthodos, com o significado de "caminho para chegar a um fim"; ... "processo ou técnica de ensino" ; "modo de proceder; maneira de agir" . (Dic. Aurélio) . Na prática, os métodos envolvem as técnicas, como forma de operacionalizá-los.


Nas igrejas, de modo geral, os métodos de ensino da Palavra de Deus continuam sendo os mais tradicionais, predominando do MÉTODO EXPOSITIVO. Este, com a unção de Deus, tem efeitos extraordinários no aprendizado. Contudo, outros métodos e técnicas podem ser utilizados nas igrejas, desde que haja condições para isso (pessoal qualificado, recursos materiais, espaço , etc..).


De acordo com a Didática, podemos resumir os métodos de ensino em três tipos:

    1. Métodos de ensino individualizado:


"A ênfase está na necessidade de se atender às diferenças individuais, como por exemplo ritmo de trabalho, interesses, necessidades, aptidões, etc.". Predominam as atividades individuais (de estudo e pesquisa).

Como exemplo, temos as seguintes técnicas:


  • Instrução programada (precisa de objetivos definidos, apresentação em pequenas etapas e em seqüência lógica, participação ativa do aluno, o aluno estuda em seu próprio ritmo; bom para um curso bíblico básico.


  • O estudo dirigido: leva o aluno a aprender a estudar, Ter bons hábitos de estudo, explora o pensamento reflexivo; bom método para estudo da lição da EBD, quando o professor pode trabalhar com a turma, passando exercícios para o Domingo seguinte.


  • O ensino por fichas: exige muito trabalho, pois há pelo menos 5 (cinco) tipos de fichas (Ficha de informação, ficha de exercício, ficha de controle, ficha de recuperação e ficha de desenvolvimento) . Na EBD pode ser simplificado, com a distribuição de fichas, com tópicos da lição, numa classe pequena: ficha de informação, com o assunto a ser estudado, ficha de exercício e ficha de avaliação (exige mais trabalho do professor), ou uma ficha única, com informação, exercício e avaliação ;


  • O ensino por módulos: nesse método são definidos três elementos; 1) Objetivos educacionais; 2) ensino individualizado e 3) avaliação baseada nos objetivos definidos.


    1. Métodos de ensino socializado.


Fundamentam-se na chamada "Dinâmica de Grupos". Visa fortalecer a personalidade do aluno, no trabalho em grupo, dando-lhe capacidade para se integrar na comunidade, na vida coletiva. Os grupos não devem ser muito grandes. (4 a 7 alunos). Os alunos recebem uma tarefa de estudo, e o professor exerce o papel de orientador e supervisor.


- Técnicas de trabalho em grupo:


Algumas técnicas grupais podem ser bem aproveitadas nas classes da EBD:


  1. Discussão em pequenos grupos: troca de idéias e opiniões sobre um tema em função da doutrina bíblica: ex. o pecado é o mesmo em todos os países? ; o aborto é justificável em algum caso? (de estupro, por exemplo?).

  2. Discussão dirigida: um problema pode ser apresentado pelo professor e todos os alunos o discutem, sob sua orientação. Ex. Qual o papel das obras para em relação à salvação? Os usos e costumes devem ser preservados? A participação do crente na política, etc.

  3. Dramatização. Tem grande efeito na EBD. Uma classe pode preparar uma dramatização sobre o assunto da lição. Por ex. O clamor dos povos não-alcançados (missões); o valor do perdão; o bom Samaritano, etc.

  4. Seminário. Uma vez a cada período, para jovens e adultos, ao invés de haver classes separadas, pode haver um seminário para o grupo maior, permitindo-se exposição, seguida de perguntas e respostas sobre o assunto da lição;

  5. Painel de debates. Um assunto polêmico pode ser apresentado por pessoas que conheçam bem o tema, e , depois, os alunos podem emitir suas opiniões, sob a coordenação do superintendente da EBD ou de outra pessoa apta para o uso dessa técnica.


Nas igrejas, é comum o ensino tradicional, embora já existam iniciativas e práticas do ensino moderno. Interessante é notar que JESUS usava métodos e técnicas avançados de ensino. Ele levava o discípulo a aprender a resolver problemas. Na multiplicação dos pães, Ele disse: "Dai-lhes vós de comer..." ( Mt 14.16b). Ele não trabalhava só. Valorizava o GRUPO. Formou um grupo de 12 discípulos para fazer o trabalho com Ele. Incentivava os discípulos a praticar o aprendizado. Enviou 12, de dois em dois; depois, enviou 70, de dois em dois (Lc 10.1).


1.3. Métodos de ensino sócio-individualizado


Os estudiosos entenderam que o método individualizado e o socializado, utilizados com freqüência, poderiam levar à monotonia.

Os métodos sócio-individualizados procuram usar com equilíbrio o ensino individualizado e o socializado, visando "balancear a ação grupal e o esforço individual no sentido de promover a adaptação do ensino ao educando e o ajustamento desta ao meio social" (Vilarinho, p. 79).


As técnicas desse método são, basicamente: a) Método de projetos; b) método de problemas; c) unidades didáticas; d) unidades de experiências e) a pesquisa como atividade discente.


Na EBD, os métodos de problemas e pesquisa como atividade discente são os mais aplicáveis.


Vale salientar que há diversas técnicas de ensino que podem ser utilizadas, na EBD, sem que sejam necessários gastos excessivos. O mais importante é a "DEDICAÇÃO AO ENSINO" (Rm 12.7b) sob a unção do Espírito Santo. As carências e deficiências podem ser compensada com a graça de Deus.


3. OS MATERIAIS (MEIOS) AUXILIARES DE ENSINO


São recursos utilizados pelo professor, na execução de um método ou técnica de ensino, visando "auxiliar o educando a realizar sua aprendizagem de modo mais efetivo"... "um instrumento para a consecução dos objetivos traçados" no plano de aula. São os recursos audiovisuais.


Nas igrejas, o ensino é preponderantemente expositivo. O professor fala e os alunos escutam. Há obreiros que não admitem o uso de audiovisual no templo. De modo geral, pouco uso se faz dos meios ou materiais auxiliares do ensino. Com isso, a qualidade do ensino tende a ficar aquém do desejável, pois a mensagem é transmitida de modo inadequado. A pregação pode ser somente expositiva e alcançar o objetivo, pela unção do Espírito Santo. O ensino, no entanto, deveria valorizar mais os meios materiais.


Os materiais auxiliares são variados, e podem ser utilizados de acordo com as condições de cada igreja local. Dentre esses, temos


  • régua, lápis, borracha, giz, pincéis, massas, tesouras, cartolina , agulha, tecido;


  • cartazes, álbum seriado, slides, filmes, fotografias, fluxogramas;


  • livros, revistas, dicionários, textos;


  • discos, CD´s, fitas cassete, gravadores, rádio, globos, flanelógrafo, quadro de pregas, transparências, retroprojetores, monitor de vídeo, projetor de multimídia, computador, etc.


  • Os meios auxiliares de ensino podem ajudar na transmissão didática do ensino, com as seguintes vantagens (EETAD, p. 87):


- Ajudam a captar a atenção;

- Ajudam a manter o interesse;

- Ajudam a aclarar as idéias;

- Ajudam a reter a aprendizagem.


Um provérbio chinês diz: "O que eu ouço, esqueço; o que eu vejo, lembro; se eu faço, aprendo".


Estudiosos afirmam que a aprendizagem ocorre por meio dos cinco sentidos:


  • 1 % pelo paladar;

  • 1,5% pelo tato

  • 3,5% pelo cheiro

  • 11 % pela audição

  • 83% pela visão


Outros estudos mostram o valor da combinação entre o ouvir e o ver:


Métodos de comunicação

Lembrança três

horas depois

Lembrança três

dias depois

Quando o professor só fala

70%

10%

Quando o professor só mostra

72%

20%

Quando o professor fala e mostra

85%

65%


4. O ASPECTO ESPIRITUAL DA DIDÁTICA CRISTÃ


Jesus disse: "Sem mim, nada podeis fazer" (Jo 15.5) . Com essa afirmação, o Senhor quer dizer-nos que, sem seu poder, sua direção, sua unção, nada podemos fazer de real, efetivo e eficaz. S. Paulo, um excelente mestre nas Escrituras, tinha a convicção disso, quando afirmou: "Ele é o que opera em vós tanto o querer quanto o efetuar" (Fp 2.13) .

O professor, na igreja, pode ser formado, com curso de graduação, especialização, mestrado e até doutorado em Educação. Entretanto, se não tiver a unção do Espírito Santo, seu ensino não atingirá os objetivos. O Espírito Santo é o Professor invisível da igreja. Jesus disse: "Mas aquele consolador...esse vos ensinará todas as coisas.... (Jo 14.26)


CONCLUSÃO


O professor da EBD é um obreiro a serviço do ensino na igreja local. Diante disso, deve ser pessoa de oração, dedicada ao ensino, sendo exemplo para os alunos. Sua conduta, diante da classe, e na vida pessoal, é fundamental para que os alunos se interessem em ir à igreja, para ouvir a ministração das lições a serem ensinadas. O maior desafio ao professor está contido em Rm 12.7: "...se é ensinar, que haja dedicação ao ensino". No novo milênio, que se prenuncia cheio de desafios culturais, éticos e educacionais, é necessário que o professor da EBD procure, dentro da realidade da igreja local, preparar-se melhor para desincumbir-se da abençoada e difícil tarefa de ensinar a Palavra de Deus a seus alunos.


BIBLIOGRAFIA


- BÍBLIA SAGRADA, Ed. Revista e Corrigida. Editora VIDA, S. Paulo, 1982.

- CGADB. Diretrizes e Bases da Educação Religiosa nas Assembléias de Deus no Brasil. CPAD, Rio, 1988.

- EETAD, A Educação Cristã. Campinas, SP.

- GANGEL, Keneth & HENDRICKS, Howard G. Manual do Ensino, CPAD, Rio, 1999.

- GILBERTO, Antônio. Manual da Escola Dominical. CPAD, Rio, 17a. Ed, 1997.

- GREGORY, John Milton. As sete leis do ensino. JUERP, Rio , 1977.

- GRIGGS, Donald L. Ensinando professores a ensinar. Ed. Presbiteriana, S. Paulo, 1987.

- VILARINHO, Lúcia Regina Goulart. Didática. LTC, S. Paulo, 1979.